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Coreia do Norte coloca militares em alerta de guerra contra Coreia do Sul

Presidente da Coreia do Sul visitou posto militar; China pediu calma.
Governo acredita que Norte irá atacar ponto em Zona Desmilitarizada.

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, fala durante sua visita a posto de comando militar em Yongin, na sexta (21) (Foto: Reuters/the Presidential Blue House/Yonhap)

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, fala durante sua visita a posto de comando militar em Yongin, na sexta (21) (Foto: Reuters/the Presidential Blue House/Yonhap)

A Coreia do Norte colocou suas tropas em alerta de guerra nesta sexta-feira (21), quando a Coreia do Sul rejeitou um ultimato para que pare de usar transmissões de propaganda política para não sofrer uma ação militar, levando a China a externar sua preocupação e exortar os dois lados a recuar.

O vice-ministro da Defesa sul-coreano, Baek Seung-joo, disse que seu governo acredita que o Norte irá disparar contra um dos 11 locais onde Seul instalou alto-falantes de seu lado da Zona Desmilitarizada que separa os dois países.

O Sul já tinha rejeitado um ultimato para interromper quaisquer emissões anti-Pyongyang até a tarde de sábado local para evitar um ataque.

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano declarou em comunicado que os militares e o público estão prontos para salvaguardar o regime, mesmo que isso signifique uma guerra propriamente dita, e repudiou a ideia de moderação, aparentemente esnobando os clamores chineses.

A mídia oficial declarou que os militares de Pyongyang não estão blefando.

A China, que continua sendo a principal parceira econômica da reclusa Coreia do Norte, apesar de ver sua influência política sobre o governo norte-coreano diminuir, disse estar profundamente preocupada com a escalada da tensão no local e pediu calma aos dois lados.

Desde que a guerra da Coreia entre 1950 e 1953 terminou em uma trégua, e não em um tratado de paz, Pyongyang e Seul vêm trocando ameaças com frequência e dezenas de soldados morreram em confrontos, mas as duas partes sempre evitaram uma guerra total.

O episódio de hostilidade mais recente é um novo golpe para os esforços da presidente sul-coreana, Park Geun-hye, de melhorar os laços com o vizinho do norte, virtualmente congelados desde o naufrágio de um barco da Marinha da Coreia do Sul em 2010, que deixou mortos e que Seul atribui a Pyongyang.

Park cancelou um evento nesta sexta-feira e fez uma visita a um posto de comando militar vestindo um uniforme camuflado do Exército. Os dois lados se envolveram em uma retórica áspera durante a noite da sexta-feira local.

O Norte cometeu “atos criminosos covardes”, afirmou o ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo. “Desta vez, podem ter certeza de que irei pôr fim ao ciclo doentio de provocações da Coreia do Norte.”

A Coreia do Norte fez quatro disparos de artilharia contra a Coreia do Sul na quinta-feira, de acordo com Seul, um aparente protesto contra as transmissões. O Sul reagiu com 29 disparos de artilharia e foi acusado por Pyongyang de inventar um pretexto para alvejar o Norte.

Nenhum dos lados relatou baixas ou danos em seu território, indicando que os disparos foram somente tiros de alerta.

Os Estados Unidos retomaram seus exercícios militares anuais com a Coreia do Sul, após uma breve suspensão para coordenador com Seul a situação na fronteira, afirmou uma autoridade norte-americana nesta sexta-feira.

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